Por muito tempo, eu acreditava que ser bem-sucedido era ter mais dinheiro que os outros. Comprar o que eu quisesse, quando quisesse. Estava certo? Não! E vou te explicar o porquê, com base na minha própria jornada.
Como já contei no primeiro capítulo (se você ainda não leu, recomendo começar por lá para entender o propósito deste blog), eu comecei cedo na vida, quebrei cedo e, com a mesma velocidade, precisei me reerguer. E nada disso teria sido possível sem a base mais importante: minha família.
Quando digo família, não estou falando de primos, tios ou parentes distantes. Estou falando de quem está no núcleo: pai, mãe, cônjuge, filhos e, no meu caso, também meus avós. Eles foram meu pilar. Meu pai me ensinou como ser homem diante das dificuldades. Minha mãe segurou as pontas dentro de casa. Minha esposa me apoiou em todas as decisões difíceis. E meu filho… meu filho foi o combustível que me fez levantar do fundo do poço.
O primeiro passo foi reconhecer meus erros. Aceitar que eu não era o melhor em tudo e que, para chegar onde eu sonhava, precisaria aprender constantemente. Foi aí que fui atrás de conhecimento. Na época, os “coachings” estavam em alta. Parcelado no cartão, fui para um final de semana em Alphaville, num prédio comercial de luxo, em busca de motivação e técnica de vendas. Lembro como se fosse hoje: parecia que o palestrante conhecia minha história e falava diretamente comigo.
Esse foi o primeiro de muitos eventos, mentorias e palestras que participei. Ali entendi que eu era apenas um grão de arroz no mundo. Isso mudou minha visão. Comecei a investir em mim, trabalhar mais forte na contabilidade e, aos poucos, dar a volta por cima.
Foram noites em claro, lutando contra o maior inimigo: a própria mente. O medo de não saber o resultado das mudanças, o receio de quebrar o negócio que meu pai levou a vida toda para construir… era sufocante. Mas eu sempre tive uma característica: não ter medo de arriscar. Ajustei processos, estudei com os melhores e aprendi não só sobre gestão, mas também sobre ser humano.
A grande virada foi quando parei de trabalhar por dinheiro e comecei a trabalhar por prazer. Descobri que meu propósito era ajudar empresários a não se perderem na burocracia. E foi aí que entendi o verdadeiro significado de ser bem-sucedido.
Sim, perdi amigos no caminho. Doeu. Mas foi necessário. Porque ser bem-sucedido não é sobre status, e sim sobre harmonia. Hoje, considero-me bem-sucedido por:
- Ter prazer em trabalhar com minha equipe, vendo processos bem-feitos fluírem.
- Chegar em casa e receber o abraço e o beijo do meu filho e da minha esposa.
- Acordar todos os dias às 4h da manhã com vontade de vencer mais um dia.
- Cuidar da minha saúde mental e física.
- Colocar a cabeça no travesseiro com a paz de quem fez o melhor possível.
Ser bem-sucedido não é ter mais do que os outros. É ser feliz em todas as áreas da sua vida. É sentir leveza, propósito e evolução diária.
E você? Já parou para pensar no que realmente significa ser bem-sucedido para você?
